Autor: Quentin Smith
Tradução: Gilmar dos Santos, originalmente postado no Rebeldia Metafísica

Belo é o homem e aparecendo na escuridão
Quando pasmo ele movimenta seus braços e pernas,
E silenciosos seus olhos giram em cavidades púrpuras.
Às vésperas o estrangeiro está perdido na negra devastação de Novembro.
Sob ramos apodrecidos, junto às paredes leprosas,
Onde há muito tempo seu santo irmão caminhou.
Submerso na débil corrente musical de sua loucura.
Helian, Georg Trakl

Resumo: A metafilosofia do naturalismo trata da natureza e dos objetivos da filosofia naturalista. Uma pessoa, real ou hipotética, ciente da natureza, dos objetivos e das consequências da filosofia naturalista pode ser chamado de “naturalista esclarecido”. Um naturalista esclarecido está justificado em tirar certas conclusões sobre estado atual do naturalismo e o programa de pesquisa que os filósofos naturalistas devem empreender. Uma das conclusões é que a ampla maioria dos filósofos naturalistas mantém uma crença injustificada de que o naturalismo é verdadeiro e uma crença injustificada de que o teísmo (ou sobrenaturalismo) é falso. Explico essa situação epistêmica neste artigo. Eu também enuncio os objetivos que um naturalista esclarecido recomendaria para reverter esta situação. Estes objetivos, em sua maior parte, tem como consequência o restabelecimento do estatuto original do naturalismo (aproximadamente, em certo grau, considerando-se a grande diferença entre teorias específicas), que é o estatuto de que usufruiu na filosofia greco-romana, antes que o naturalismo fosse “degradado” durante a Idade Média, começando com Santo Agostinho (o naturalismo possui críticos remontando a Xenófanes, no VI século a.C., mas não foi “degradado” senão muito depois). Naturalistas contemporâneos ainda aceitam, inconscientemente, a redefinição de naturalismo que começou a ser construída pelos teístas no quinto século da era cristã e que sustenta nossa visão de mundo básica hoje em dia.

Por volta da segunda metade do século XX, as faculdades e universidades encontravam-se majoritariamente secularizadas. A postura padrão (se não inexcetuável) em cada área do conhecimento, da Física à Psicologia, presumia ou implicava argumentos para uma visão de mundo naturalista; departamentos de Teologia ou de Religião visavam sobretudo compreender as origens e os significados das escrituras religiosas, não desenvolver argumentos contra o naturalismo. Filósofos analíticos (na corrente principal da filosofia analítica) trataram o teísmo como uma visão de mundo antirrealista ou não-cognitivista, que exigia a realidade, não de uma divindade, mas de meras expressões emotivas ou certas “formas de vida” (obviamente houveram algumas exceções, por exemplo, Ewing, Ross, Hartshorne, etc., mas estou discutindo o ponto de vista ortodoxo).

Com isto não quero dizer que nenhum dos estudiosos das diversas áreas acadêmicas fosse um teísta realista em sua “vida privada”, mas os teístas realistas, em sua maioria, excluíam seu teísmo de suas publicações e de suas atividades docentes, em grande parte porque o estatuto epistêmico do teísmo (ao menos em sua variedade realista) era considerado de tal modo baixo que não satisfazia os padrões de uma postura “academicamente respeitável” a ser mantida. A secularização da corrente principal da Academia começou a retroceder rapidamente após a publicação da influente obra de Plantinga sobre o teísmo realista “God and Other Minds” em 1967. Tornou-se indiscutível para o ofício filosófico que este  livro revelava que os teístas realistas não se encontravam subjugados pelos naturalistas segundo os termos dos mais rigorosos padrões da filosofia analítica: precisão conceitual, rigor argumentativo, erudição técnica, e uma defesa abrangente e elaborada de uma visão de mundo original. Este livro, seguido sete anos mais tarde pelo ainda mais impressionante The Nature of Necessity, tornou manifesto que um teísta realista estava escrevendo no mais elevado nível qualitativo da filosofia analítica, no mesmo terreno que Carnap, Russell, Moore, Grünbaum e outros naturalistas. Os teístas realistas, que até então haviam segregado suas vidas acadêmicas de suas vidas privadas, vieram cada vez mais a acreditar (e vieram a ser cada vez mais aceitos ou respeitados por acreditar) que defender o teísmo realista em publicações acadêmicas não mais poderia ser justificadamente considerado engajar-se numa jornada intelectual academicamente indigna.

Os naturalistas assistiram passivamente à medida em que versões realistas do teísmo, a maioria influenciada pelo trabalho de Plantinga, começaram a se espalhar através da comunidade filosófica, até que se chegasse à atual situação em que cerca de um quarto ou um terço dos professores de filosofia são teístas, a maioria cristãos ortodoxos. Conquanto vários teístas não atuem na área da filosofia da religião, tantos deles trabalham nessa área que existem  atualmente mais de cinco periódicos de filosofia dedicados ao teísmo ou à filosofia da religião, tais como Faith and Philosophy, Religious Studies, International Journal of the Philosophy of Religion, Sophia, Philosophia Christi, etc. Philosophia Christi começou no final da década de 1990 e já se encontra saturado de submissões dos principais filósofos. Você consegue imaginar uma parcela considerável dos artigos submetidos e publicados nos periódicos de Física contemporâneos subitamente expondo argumentos em defesa da idéia de que o espaço e o tempo são a soma de tudo o que é percebido por Deus (sensorium, concepção de Newton) ou periódicos de Biologia abarrotados de teorias defendendo o élan vital ou uma inteligência superveniente? Naturalmente, alguns professores nestas outras áreas não-filósoficas são teístas; por exemplo, um estudo recente sugeriu que 7% dos mais destacados cientistas são teístas.[1] Entretanto, os teístas em outras áreas do conhecimento tendem a segregar suas crenças teístas de seu trabalho acadêmico; eles raramente assumem e nunca defendem o teísmo em sua produção acadêmica. Se o fizessem, estariam cometendo suicídio profissional ou, mais exatamente, seus artigos seriam prontamente rejeitados, sendo-lhes exigido que escrevam artigos seculares se desejam ser publicados. Se um cientista ousa defender o teísmo em periódicos acadêmicos profissionais, tal como Michael Behe na Biologia, os argumentos não são publicados em periódicos acadêmicos de sua área (por exemplo, Biologia), mas em periódicos de Filosofia (por exemplo, Philosophy of Science e Philo no caso de Behe). Na Filosofia, porém, quase que de uma dia para o outro, tornou-se “academicamente respeitável” defender o teísmo, tornando a filosofia uma privilegiada porta de entrada para os teístas mais inteligentes e talentosos da atualidade. Um levantamento mostra que, no catálogo 2000-2001 da editora da Universidade de Oxford, há 96 livros recentemente publicados sobre filosofia da religião (94 promovendo o teísmo e 2 representando “ambos os lados”). Em contraste, há 28 livros neste catálogo sobre filosofia da linguagem, 23 sobre epistemologia (incluindo epistemologia religiosa, como o Warranted Chrisian Belief de Plantinga), 14 sobre metafísica, 61 livros sobre filosofia da mente e 51 livros sobre filosofia da ciência.

E qual tem sido a reação dos filósofos naturalistas ao que alguns naturalistas engajados podem considerar o “constrangimento” de pertencer à única área acadêmica que permitiu-se perder o estado de secularização outrora ostentado? Alguns naturalistas abandonaram a área, considerando-se não mais produzindo “filosofia da mente”, por exemplo, mas “ciência cognitiva”. Mas a vasta maioria dos filósofos naturalistas reagiu ignorando solenemente, na esfera pública, a crescente dessecularização da filosofia (enquanto na esfera privada escarnecem do teísmo, sem possuir a mínima noção de filosofia da religião analítica contemporânea) e atuando profissionalmente em suas próprias especialidades como se o teísmo, a concepção de aproximadamente um quarto ou um terço de seus pares, não existisse. (Os números “um quarto” e “um terço” não foram obtidos em nenhuma pesquisa oficial, sendo a opinião autorizada de, sem exceção, todos os professores de filosofia a quem perguntei [as respostas variaram entre um quarto e um terço]). Rapidamente os naturalistas encontraram-se na deplorável condição de mera maioria desprotegida, com vários dos principais pensadores das várias disciplinas da filosofia, abarcando desde a filosofia da ciência (por exemplo, Van Fraassen) à epistemologia (por exemplo, Moser) sendo teístas. A arrocho dos filósofos naturalistas  não se deve somente ao influxo de teístas talentosos, mas principalmente à ausência de contra-atividade dos próprios filósofos naturalistas. Deus não está morto no mundo acadêmico; ele ressuscitou no final da década de 1960 e atualmente está vivo e passando bem em sua última fortaleza acadêmica, os departamentos de filosofia.

Os filósofos naturalistas precisam repensar seus objetivos. Em parte, isto envolve claramente discernir entre objetivos filosóficos e consequências culturais da promoção ou da realização destes objetivos. No parágrafo anterior, falei sobre o “arrocho” dos filósofos naturalistas. O arrocho cultural precisa ser distinguido do arrocho filosófico. O arrocho cultural é do interesse de uma pessoa que psicologicamente deseja que o mundo acadêmico mantenha seu estado ortodoxo de secularização. O mundo acadêmico encontra-se ortodoxamente secularizado se e somente se a corrente principal da produção acadêmica (publicações, ensino, projetos de pesquisa, etc.) ou pressupõe ou argumenta em favor do naturalismo. O mundo acadêmico (pelo que eu entendo o conjunto de faculdades e universidades) encontra-se dessecularizado num grau n se e somente se a produção acadêmica consiste num grau n de pressuposições do ou de argumentos favoráveis ao sobrenaturalismo. Uma vez que este grau atinja uma pontuação suficientemente alta ( ou um intervalo de pontuação, com limites imprecisos), torna-se falso que o mundo acadêmico encontra-se num estado ortodoxo de secularização. Desde o final da década de 1960, os filósofos permitiram ou promoveram a situação na qual o mundo acadêmico não mais exibe uma secularização ortodoxa.

Não obstante o fato deste arrocho cultural ser uma situação considerada insatisfatória por vários filósofos naturalistas, tal arrocho e insatisfação não os preocupa na qualidade de filósofos. Os filósofos naturalistas compartilham com os filósofos teístas o desejo de obter o conhecimento pelo conhecimento, por seu interesse intrínseco, seja lá o que a verdade venha a ser (por exemplo, seja ela o naturalismo ou o teísmo). Se a verdade é o naturalismo ou o teísmo é algo irrelevante para estas pessoas enquanto filósofos; tudo o que lhes importa, na qualidade de filósofos que filosofam, é a verdade ou, mais exatamente, o conhecimento. Por que deveriam os filósofos naturalistas ou teístas se importarem se o mundo acadêmico se encontra majoritariamente secularizado ou não? Existem pelo menos duas razões. Primeiro, objetivos normativos, tanto individuais como culturais, estão dentre os objetos de compreensão [N.T.: entendida aqui como a soma dos significados e implicações inerentes ao termo] ou crença no entendimento do naturalismo e do teísmo e seus respectivos valores de verdade. Se o mundo acadêmico deve ou não ser predominantemente secularizado é uma questão normativa com a qual os filósofos, sejam eles teístas ou naturalistas, se importam se compreendem o componente normativo dos objetos de sua compreensão ou crença. Segundo, em qualquer momento em que um filósofo seja filosoficamente interrogado sobre o naturalismo e o teísmo, ele estará num determinado estado epistêmico, tal que se ocorrentemente (N.T.: no processo de acontecer ) compreendeu a proposição “o mundo acadêmico deve ser predominantemente secularizado“, ele ou achará isso mais plausível do que implausível, ou mais implausível do que plausível, ou nenhuma destas duas alternativas (por exemplo, de plausibilidade equivalente à de sua negação, ou dotada de um estatuto epistêmico duvidoso). O naturalista julga a proposição “o mundo acadêmico deve ser predominantemente secularizado” mais plausível do que implausível. (Considerando-se a ambiguidade e imprecisão do termo “naturalista”, esta caracterização do “naturalista” é estipulativa, uma exigência condicional, mas é projetada para capturar uma parte do que vários ou a maioria dos filósofos acreditam que “ele é um naturalista” significa ou implica.) O filósofo naturalista terá atingido este estado epistêmico perseguindo o objetivo filosófico (não ativista e social) de obter conhecimento sobre a verdade ou a falsidade do naturalismo. Na verdade, é porque ele atingiu este estado em vez de algum outro estado epistêmico que ele é caracterizado como um filósofo “naturalista”.

Tendo alcançado (através da promoção deste objetivo filosófico) o estado epistêmico naturalista que descrevi, o filósofo julga que existem consequências culturais decorrentes de sua chegada a este estado em virtude do componente normativo dos objetos de crença deste estado epistêmico. O objetivo filosófico de buscar o conhecimento sobre a verdade do naturalismo contribui para trazer o filósofo a um estado epistêmico no qual uma consequência cultural é que a pessoa deseja e (se as condições forem apropriadas) empenha-se para engendrar uma situação cultural específica, neste caso, uma esfera acadêmica predominantemente secularizada. Mas, uma vez que esta pessoa, na qualidade de filosófo, continua a buscar o conhecimento, seu estado epistêmico estará sempre se modificando em alguns aspectos e, não sendo ingênuo, ela reconhecerá que pode muito bem manter uma crença falsa sobre o naturalismo e a secularização. Este reconhecimento não somente exige que o compromisso com a crença no naturalismo seja de caráter experimental, como também que a busca e promoção do objetivo cultural naturalista seja experimental e condicionado ao fato de que o mais importante aspecto filosófico da promoção deste objetivo cultural filosoficamente conduzido é produzir melhores argumentos (colocando as coisas de maneira simples) que o teísta, o que demanda estar disposto a avaliar de forma isenta e imparcial os bons argumentos para o teísmo. Quando um filósofo se engaja no ato filosoficamente orientado de alcançar um objetivo cultural, sua ação é consideravelmente mais experimental e aberta a concepções opostas do que um mero ativismo social que não fomenta seu objetivo cultural de um modo filosoficamente orientado. A história humana é uma coleção de destroços, parcialmente organizada de maneira filosófica, criada por humanos em busca de seus objetivos de várias maneiras possíveis. Mesmo assim, este tipo de coleção de destroços é (filosoficamente falando) melhor do que uma que não contém nenhum aspecto parcialmente ordenado de maneira filosófica. Por “coleção de destroços” eu quero dizer uma totalidade sobretudo caótica em relação a um tipo de ordenação, ordenação filosófica.

Estas distinções habilitam-me a caracterizar os atuais objetivos culturais e filosóficos dos naturalistas que desejam uma esfera acadêmica predominantemente secularizada. A prática corrente, ignorar o teísmo, demonstrou ser um fracasso catastrófico. Mais exatamente, a busca dos filósofos naturalistas pelo objetivo cultural de secularização ortodoxa de um modo filosoficamente conduzido fracassou tanto filosoficamente (no que se refere aos aspectos filosóficos desta busca filosoficamente conduzida do objetivo cultural) como culturalmente. O fracasso filosófico conduziu ao fracasso cultural. Encontramo-nos na seguinte situação: rejeitar o teísmo com um mero aceno de mão, como exemplificado na passagem a seguir do livro de Searle A redescoberta da mente, tem se mostrado equivalente a tentar deter uma onda com uma peneira. Searle responde a cerca de um terço dos filosófos contemporâneos com esta espanada. Falando sobre a visão de mundo naturalista e científica, ele escreve:

“esta visão de mundo não é uma alternativa. Não estamos numa mera competição entre um grande número de visões de mundo rivais. Nosso problema não é que de alguma maneira fracassamos em apresentar uma prova convincente da existência de Deus ou que a hipótese de um pós-vida permanece seriamente problemática; em vez disso, ocorre que em nossas mais íntimas, profundas e recônditas reflexões não podemos levar tais opiniões a sério. Quando encontramos pessoas que professam acreditar em tais coisas, podemos invejá-las pelo conforto e segurança derivados destas crenças, mas no fundo permanecemos convictos de que ou elas estão desatualizadas ou estão acorrentadas pela fé.” [2]

Searle não possui nenhuma especialização em filosofia da religião e, se tivesse, ele poderia, diante do brilhantismo erudito da produção filosófica erudita teísta contemporânea, dizer algo mais parecido com o que afirma o não-teísta Richard Gale (que é especializado em filosofia da religião), em cuja conclusão de um livro de 422 páginas criticando os argumentos filosóficos contemporâneos para a existência de Deus (assim como lidando com outras questões da filosofia da religião), lemos que “nenhuma conclusão definitiva pode ser apresentada em relação à racionalidade da fé”[3] (no mínimo, segundo Gale, porque seu livro não examina os argumentos indutivos para a existência de Deus). Se cada naturalista sem especialização em filosofia da religião (ou seja, cerca de 99% dos naturalistas) fossem trancados numa sala com teístas especializados em filosofia da religião, o árbitro naturalista poderia esperar na melhor das hipóteses que o resultado seria que “nenhuma conclusão definitiva pode ser apresentada em relação à racionalidade da fé”, conquanto eu esperaria que o resultado mais provável fosse que o naturalista, desejando ser um juiz honesto, objetivo e imparcial, seria obrigado a concluir que os teístas definitivamente encontram-se em clara e indiscutível vantagem quanto a cada argumento individual ou debate.

Devido à típica atitude do naturalista contemporâneo, similar à atitude manifestada por Searle na citação acima, a vasta maioria dos filosófos naturalistas vieram a manter (desde o final da década de 1960) uma crença injustificada no naturalismo. Suas justificações foram invalidadas por argumentos desenvolvidos por filósofos teístas, e agora os filósofos naturalistas, em sua maioria, encontram-se nas trevas no que se refere à justificação do naturalismo. Eles podem possuir uma crença verdadeira no naturalismo, mas não possuem nenhum conhecimento de que o naturalismo é verdadeiro, uma vez que não dispõem de uma justificação invicta para sua crença. Se o naturalismo for verdadeiro, então sua crença no naturalismo é acidentalmente verdadeira. Esta falha filosófica (ignorar o teísmo e desse modo consentir em se tornarem naturalistas injustificados) acarretou um fracasso cultural uma vez que os teístas, observando esta omissão, tornaram-se a tal ponto encorajados e motivados a presumir ou defender o sobrenaturalismo em sua produção acadêmica, que a esfera acadêmica filosófica atual perdeu seu estado ortodoxo de secularização.

NOTAS
1. Edward J. Jarson and Larry Witham, “Leading Scientists Still Reject God,” Nature 394 (July 23, 1998), 313. Alguns revisores deste artigo comentaram extensamente que a filosofia, não a ciência, é o local apropriado para discussões obre o teísmo, e que eu não estava respeitando as fronteiras entre ciência e filosofia. Eu responderia que esta crítica pressupõe uma falsa crença sobre a relação entre filosofia e ciência. Veja a última seção do artigo de meu artigo “Problems with John Earman’s Attempt to Reconcile Theism with General Relativity,” Erkenntnis 52 (2000): 1–27, e  “Absolute Simultaneity and the Infinity of Time,” na coletânea editada por Robin Le Poidevin, Questions of Time and Tense (New York: Oxford University Press, 1998): 135–168.

2. John Searle, A Redescoberta da Mente, WMF Martins Fontes.

3. Richard Gale, On the Nature and Existence of God (Cambridge: Cambridge University Press, 1991), 387.

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